Me faz sentir além
Suas nuances aumentam
a percepção
do que vejo
Alimentam
o meu
desejo
No seu eu
eu me fito
recolho o meu grito
Nós seremos assim
Eternos
Até que
(um dia)
Desejemos o fim
Um espaço quântico sobre as infinitas possibilidades que essa vida nos oferta. Passado, presente ou futuro? Nada importa se a plena consciência bate à nossa porta!
Ponto.
Começo pelo fim
E retrocedo
Em busca da juventude
As rugas cedem espaço
Ao viço da mocidade
Vírgula,
O meio é o mesmo
Tão vivido quanto negado
previsível e inesperado
As rugas dividem o espaço
Com a ânsia juvenil
Reticências...
Tão próximo do começo
Tão perto das respostas
Tão cheio de perguntas
Rugas?
Não sei de nada...
(Pedro Cordier)
P.S.: Achei essa poesia enquanto procurava uns documentos. Ela data de 29.01.99 mas está super atual por causa do filme "O curioso caso Benjamim Button", que devo assistir amanhã ou quinta.
Me faz sentir
o gosto da vida
em sua boca...
Me beija, amor!
Me mostra que o céu
é o seu beijo de língua
em minha boca...
Me beija, amor!
Me deixa de olhos fechados
a pensar que o seu beijo
é só o começo de tudo...
Me beija, amor!
Me entrega os teus lábios
umedecidos de desejo
e me deixa beijar você...
Me beija, amor!
Me permita sorver tuas angústias
desvendar teus segredos
e liberar teus instintos...
Me beija, amor!
Por que o meu beijo
é feito de amor
e é fruto do seu...
(Pedro Cordier)
Creio que a vida
é feita do agora
Como agora
(Pedro Cordier)
O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.
Um monge budista foi quem ajudou a transformar os haikus em poemas contemplativos refinados com forma e temática fixas em 3 versos e 17 sílabas.

O tempo vai
A caneta desliza
A idéia se consolida
(Pedro Cordier)
O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.
Um monge budista foi quem ajudou a transformar os haikus em poemas contemplativos refinados com forma e temática fixas em três versos e dezessete sílabas.

Lá fora
uma noite fria
contrasta
com o que sinto
aqui dentro
Meu corpo pulsa
aquecido pelo desejo
enquanto a chuva
arrefece a vontade
de encontrar você
Aqui dentro
um coração ardente
contrasta
com a chuva
lá fora
Meu relógio marca
o meio da madrugada
enquanto a chuva
me faz lembrar a distância
que me afasta de você
Não há como
esconder o desejo
tampouco a saudade
Então abro a janela
e deixo que a chuva
lave o meu rosto
e leve consigo
esse resto de dor
Não existem vestígios
de lágrimas ou pranto
quando volto pra dentro
e tento
pensar no que houve
E nada
que eu faça
ou deixe de fazer
importa agora
se tudo é passado
De alma lavada
e coração acalentado
sorrio para o tempo
e me vejo presente
aqui e agora...
Pedro Cordier

Talvez nem exista
Esse estado latente
Esse momento de limbo
Esse purgatório da espera...
Talvez...
NÃO EXISTE!!
O passado jaz inerte
O futuro sequer brotou
Então... a espera é ilusória!!
Quem espera
Congela os sonhos
Canibaliza o tempo
Consome a vida...
A vida não começa
Após a espera
Estamos vivos todo o tempo...
Chega de espera!!
Eu quero é viver cada segundo...
e quero agora!!
Pedro Cordier

Se amanhã
aquilo acontecer
é porque
assim Deus quis
assim tinha que ser...
Amanhã,
não serei
mais feliz do que sou hoje...
Amanhã?
Não sei...
Por isso
aconteceu de um sorriso
escapar da minha boca
nesse instante...
no momento em que me encontro
aqui,
agora,
grato pela vida,
grato por HOJE
e feliz...
Pedro Cordier

Nada penso na madrugada
o vento sopra
a mente cala
(Pedro Cordier)
O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.
O HAIKU E O HAIKAI
É preciso estabelecer que, se todo haiku
(poema japonês de três versos e dezessete sílabas),
é haikai, nem todo haikai (poema livre, em japonês) é haiku.
Este, portanto, é um tipo muito específico de haikai. O dado não é ocioso, excesso de cuidado classificatório ou dispensável.
Historicamente, no Japão, o tanka ( ou waka), composições altamente formais restritas a eruditos da Corte, ganhou versão popular com os haikai (poemas livres) e, posteriormente, um monge budista os transformou em poemas contemplativos refinados, os haikus, estes, sim, forma e temática fixas em três versos e dezessete sílabas, que se tenta imitar no Ocidente com nome de haikai.

A vida passa lentamente
enquanto escrevo...
O tempo quase para
quando eu olho janela afora...
O vento balança as folhas das árvores
enquanto os pensamentos
remexem as páginas da minha vida...
Segredos, lições, alegrias e decepções
convivendo em cada célula do meu corpo...
Tudo que viví
me trouxe até aqui.
Tudo que escolhi
me fez chegar onde cheguei.
Gotas de chuva caem lá fora
enquanto lágrimas
escorrem pelo meu rosto...
Por onde andará meu outro eu?
O que estaria fazendo agora?
Com quem estaria dividindo os anseios?
Hipóteses, ilações, devaneios e suposições
alimentando essa angústia que me devora...
Pouco a pouco a chuva se vai....
Um vento suave toca meu rosto
tal qual a realidade bate à minha porta...
Respiro fundo e me refaço
da cansativa viagem de volta
das escolhas que não fiz...
das infinitas possibilidades
que deixei para trás...
Pedro Cordier
Que amor é esse
que você carrega no peito?
Que coisa forte,
que exemplo lindo...
que amor é esse?
Que amor é esse
que você transborda
sobre minha vida?
Que certeza louca,
que história pura...
que amor é esse?
Que amor é esse
que você acredita ser único?
Que não tem referência,
Que não se compara...
Que amor é esse?
Que amor é esse
que você me oferece
sem cobrar nada em troca?
Que desejo gostoso,
que sentimento profundo...
que amor é esse?
Pedro Cordier
Na calada da noite
o silêncio me atordôa
me invade a alma
e preenche minhas entranhas...
Nada ouço
ou digo nesse momento...
Apenas sinto
que falta algo
aqui e agora...
A ansiedade ofusca,
reduz a capacidade
de enxergar as entrelinhas...
Fecho os olhos
e vejo
a vida passando ao meu redor...
Tento me agarrar
a um pensamento...
que se esvai...
Tento um choro sem lágrimas,
uma fuga sem saída...
Me debato na cama
em busca de um sonho real
que me resgate da dor...
Abro o coração
e só então consigo ver
Algumas...
Muitas...
Infinitas possibilidades
No instante de um pensamento,
Minha mente turbulenta chegou a um descanso.
O interior e o exterior,
Os sentidos e seus objetos,
São completamente lúcidos.
Em uma volta completa,
Esmaguei a grande vacuidade.
As dez mil manifestações
Surgem e desaparecem
Sem qualquer razão.
— Han-shan
Extraído do BLOG: http://www.dharmanet.com.br/zen/
Passa, passa, passa...
Passa, passa, passa...
Passa a hora,
Passa a vida
E eu olhando...
Procurando perceber,
Tentando discernir,
Buscando aprender...