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domingo, 8 de fevereiro de 2009

[POESIA] Momentos Eternos em si...


Sua companhia me faz sentir bem
Me faz sentir além

Suas nuances aumentam
a percepção
do que vejo

Alimentam
o meu
desejo

No seu eu
eu me fito
recolho o meu grito

Nós seremos assim
Eternos

Até que
(um dia)
Desejemos o fim

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

[POESIA] Volta

Ponto.

Começo pelo fim
E retrocedo
Em busca da juventude

As rugas cedem espaço
Ao viço da mocidade

Vírgula,

O meio é o mesmo
Tão vivido quanto negado
previsível e inesperado

As rugas dividem o espaço
Com a ânsia juvenil

Reticências...

Tão próximo do começo
Tão perto das respostas
Tão cheio de perguntas

Rugas?
Não sei de nada...


(Pedro Cordier)


P.S.: Achei essa poesia enquanto procurava uns documentos. Ela data de 29.01.99 mas está super atual por causa do filme "O curioso caso Benjamim Button", que devo assistir amanhã ou quinta.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

[POESIA] Me beija, amor!

Me faz sentir
o gosto da vida
em sua boca...

Me beija, amor!

Me mostra que o céu
é o seu beijo de língua
em minha boca...

Me beija, amor!

Me deixa de olhos fechados
a pensar que o seu beijo
é só o começo de tudo...

Me beija, amor!

Me entrega os teus lábios
umedecidos de desejo
e me deixa beijar você...

Me beija, amor!

Me permita sorver tuas angústias
desvendar teus segredos
e liberar teus instintos...

Me beija, amor!

Por que o meu beijo
é feito de amor
e é fruto do seu...


(Pedro Cordier)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

[HAIKU] Mais percepções...

Creio que a vida
é feita do agora
Como agora

(Pedro Cordier)


O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.

Um monge budista foi quem ajudou a transformar os haikus em poemas contemplativos refinados com forma e temática fixas em 3 versos e 17 sílabas.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

[HAIKU] Percepções...


De um insight
nasce a teoria
Do viver nasce a poesia

(Pedro Cordier)


O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.

Um monge budista foi quem ajudou a transformar os haikus em poemas contemplativos refinados com forma e temática fixas em 3 versos e 17 sílabas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

[HAIKU] Conexão...


O bolso vibra
O dedo tecla
e a conexão se estabelece

(Pedro Cordier)


O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.

Um monge budista foi quem ajudou a transformar os haikus em poemas contemplativos refinados com forma e temática fixas em três versos e dezessete sílabas.

Um ser conectado foi quem acrescentou percepções sensoriais hi-tech aos haikus, criando os hi-kus.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

[HAIKU] Colapsos de realidade...



O tempo vai
A caneta desliza
A idéia se consolida

(Pedro Cordier)


O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.

Um monge budista foi quem ajudou a transformar os haikus em poemas contemplativos refinados com forma e temática fixas em três versos e dezessete sílabas.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

[POESIA] De Alma Lavada...


Lá fora
uma noite fria
contrasta
com o que sinto
aqui dentro

Meu corpo pulsa
aquecido pelo desejo
enquanto a chuva
arrefece a vontade
de encontrar você

Aqui dentro
um coração ardente
contrasta
com a chuva
lá fora

Meu relógio marca
o meio da madrugada
enquanto a chuva
me faz lembrar a distância
que me afasta de você

Não há como
esconder o desejo
tampouco a saudade

Então abro a janela
e deixo que a chuva
lave o meu rosto
e leve consigo
esse resto de dor

Não existem vestígios
de lágrimas ou pranto
quando volto pra dentro
e tento
pensar no que houve

E nada
que eu faça
ou deixe de fazer
importa agora
se tudo é passado

De alma lavada
e coração acalentado
sorrio para o tempo
e me vejo presente
aqui e agora...


Pedro Cordier

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

[POESIA] ... e quero agora!!!


Talvez nem exista
Esse estado latente
Esse momento de limbo
Esse purgatório da espera...

Talvez...
NÃO EXISTE!!

O passado jaz inerte
O futuro sequer brotou
Então... a espera é ilusória!!

Quem espera
Congela os sonhos
Canibaliza o tempo
Consome a vida...

A vida não começa
Após a espera
Estamos vivos todo o tempo...

Chega de espera!!

Eu quero é viver cada segundo...
e quero agora!!


Pedro Cordier

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

[POESIA] Amanhã...


Se amanhã
aquilo acontecer
é porque
assim Deus quis
assim tinha que ser...

Amanhã,
não serei
mais feliz do que sou hoje...

Amanhã?
Não sei...
Por isso
aconteceu de um sorriso
escapar da minha boca
nesse instante...
no momento em que me encontro
aqui,
agora,
grato pela vida,
grato por HOJE
e feliz...

Pedro Cordier

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

[HAIKU] Motivos...



Nada penso na madrugada
o vento sopra
a mente cala

(Pedro Cordier)


O estilo de poesia japonesa Haiku é caracterizado por ter três versos que, sem rima, são concisos e trazem percepções sensoriais sobre a natureza.


O HAIKU E O HAIKAI

É preciso estabelecer que, se todo haiku
(poema japonês de três versos e dezessete sílabas),
é haikai, nem todo haikai (poema livre, em japonês) é haiku.

Este, portanto, é um tipo muito específico de haikai. O dado não é ocioso, excesso de cuidado classificatório ou dispensável.

Historicamente, no Japão, o tanka ( ou waka), composições altamente formais restritas a eruditos da Corte, ganhou versão popular com os haikai (poemas livres) e, posteriormente, um monge budista os transformou em poemas contemplativos refinados, os haikus, estes, sim, forma e temática fixas em três versos e dezessete sílabas, que se tenta imitar no Ocidente com nome de haikai.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

[POESIA] (IM) POSSIBILIDADES...


A vida passa lentamente
enquanto escrevo...

O tempo quase para
quando eu olho janela afora...

O vento balança as folhas das árvores
enquanto os pensamentos
remexem as páginas da minha vida...

Segredos, lições, alegrias e decepções
convivendo em cada célula do meu corpo...

Tudo que viví
me trouxe até aqui.
Tudo que escolhi
me fez chegar onde cheguei.

Gotas de chuva caem lá fora
enquanto lágrimas
escorrem pelo meu rosto...

Por onde andará meu outro eu?
O que estaria fazendo agora?
Com quem estaria dividindo os anseios?

Hipóteses, ilações, devaneios e suposições
alimentando essa angústia que me devora...

Pouco a pouco a chuva se vai....

Um vento suave toca meu rosto
tal qual a realidade bate à minha porta...

Respiro fundo e me refaço
da cansativa viagem de volta
das escolhas que não fiz...

das infinitas possibilidades
que deixei para trás...



Pedro Cordier

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

[POESIA] Que amor é esse?

Que amor é esse
que você carrega no peito?
Que coisa forte,
que exemplo lindo...
que amor é esse?

Que amor é esse
que você transborda
sobre minha vida?
Que certeza louca,
que história pura...
que amor é esse?

Que amor é esse
que você acredita ser único?
Que não tem referência,
Que não se compara...
Que amor é esse?

Que amor é esse
que você me oferece
sem cobrar nada em troca?
Que desejo gostoso,
que sentimento profundo...
que amor é esse?


Pedro Cordier

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

[POESIA] Mais possibilidades... sempre!!

Na calada da noite
o silêncio me atordôa
me invade a alma
e preenche minhas entranhas...

Nada ouço
ou digo nesse momento...

Apenas sinto
que falta algo
aqui e agora...

A ansiedade ofusca,
reduz a capacidade
de enxergar as entrelinhas...

Fecho os olhos
e vejo
a vida passando ao meu redor...

Tento me agarrar
a um pensamento...
que se esvai...

Tento um choro sem lágrimas,
uma fuga sem saída...

Me debato na cama
em busca de um sonho real
que me resgate da dor...

Abro o coração
e só então consigo ver
Algumas...
Muitas...
Infinitas possibilidades

de ser feliz
a cada nova escolha...

Sempre!!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

[POESIA] Individualização


Muitas vezes
nos pegamos
á mercê dos humores...

Várias vezes
nos deixamos
levar por rumores..

Somos tomados,
dominados por um estado
que nos deixa sem controle.

Não sabemos
o sentido,
tampouco a direção...

Paremos por um instante.
Respiremos
e talvez
possamos perceber
o que se passa...

Nosso feeling só aflora
quando entendemos
nosso "eu" feminino...
quando deixamos de ser
usados, seduzidos por
nossa anima...

Nesse instante,
essa consciência nos faz trocar
os humores pelo entusiasmo
e nos deixa,
não mais preenchidos de anima,
mas repletos de Deus...

Genuinamente felizes
em busca de nosso Graal!

Pedro Cordier

INSPIRADO NO LIVRO HE, DE JOHNSON, ROBERT A.
Recorrendo às teorias junguianas, Johnson utiliza aqui um dos mais belos mitos do Ocidente - Parsifal e a busca do Santo Graal - para mostrar ao homem como atua a anima em sua psique, o que fazer para integrá-la à sua personalidade e como atingir a individualização.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

[POESIA] Brumas Vermelhas


Ventava adiante
e ainda assim,
inebriado e galante,
Ele prosseguiu...

Pensava em destino
Dragões e princesas,
paixões e desejos...
Quando a ponte ruiu...

Percebeu receio,
omissão e descrença
em cada palavra,
Que ela proferiu...

Havia algo
que não se entendia...
Soprou-lhe um verso,
Que não se ouviu...

Fitou-a nos olhos
Empunhou o seu arco
Montou seu cavalo
E apenas partiu...

Uma eterna lembrança
restou ao poeta,
refeito da paixão
que nunca existiu...

Pedro Cordier

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

[TEXTO: ZEN] Ecos do silêncio

No instante de um pensamento,
Minha mente turbulenta chegou a um descanso.

O interior e o exterior,
Os sentidos e seus objetos,
São completamente lúcidos.

Em uma volta completa,
Esmaguei a grande vacuidade.

As dez mil manifestações
Surgem e desaparecem
Sem qualquer razão.

— Han-shan


Extraído do BLOG: http://www.dharmanet.com.br/zen/

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

[POESIA] Enigmas da Culpa

A culpa sufoca,
corrói,
destrói...
A culpa me toca...

A culpa pesa,
acumula,
lesa...
Mas a culpa me estimula...

Há culpa,
Não há desculpa.
Mas deve haver consciência
E não penitência...

A culpa é pesada
Mas, se há compreensão,
Ela não há de ser levada,
Carregada no coração...

Dissolvida pelo perdão
E separada da emoção
A culpa desaparece
E a paz se estabelece...

Vai-se a dor
Resta o aprendizado!
Que, se visto com amor,
Pode ser reutilizado...

Uma nova consciência irradia
Quando a verdadeira luz resplandece...
Surge, então, um novo dia
E o equilíbrio prevalece....

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

[POESIA] Palavras...


Palavras
São só palavras
Quando ditas
Ou escritas
De qualquer jeito...

Palavras
Até se tornam fatos
Quando apontam um norte
Conduzem um pensamento
Induzindo a uma verdade qualquer...

Palavras
Mentem
Convencem
Emocionam
Desabafam...

Mas as palavras
Só se tornam versos
Quando são vividas...

Quando são sentidas,
Com tal intensidade,
Que transbordam
em forma de tinta...

Acolhidas, então,
Por um ávido
Pedaço de papel,
Se transformam,
naturalmente,
De prosa em poesia...


Pedro Cordier

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

[POESIA] Passa Tempo

Passa, passa, passa...
Passa, passa, passa...

Passa a hora,
Passa a vida
E eu olhando...
Procurando perceber,
Tentando discernir,
Buscando aprender...


Tento ver se o tempo para
Para que eu possa
Ter tempo
De ver o que se passa...

Tento olhar com calma
Para esse tempo apressado
Mas somente vejo borrões...

Como se,
De repente,
Eu me encontrasse
a bordo do trem da vida,
no vagão da minha existência,
olhando de uma janela
em várias direções...

Passa, passa, passa...
Passa, passa, passa...

Se o tempo não para
Paro eu: sssssshhhhhh!!!!!

Não controlo o tempo
Mas o trem é meu!!!

Assumo o comando
E me deixo levar...
feliz,
Tranquilo...
Pelos caminhos que Deus me deu...


Pedro Cordier